autoestima e autocobrança
e se fosse a sua amiga?
A pergunta que a psicóloga Vanessa Alves faz a quem chega se cobrando demais, e o que ela revela sobre a régua que usamos com nós mesmos.
Vanessa AlvesCRP 06/135074 · 13 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

Você errou. Esqueceu. Não deu conta. E antes de qualquer pessoa dizer alguma coisa, você já deu o seu próprio veredito.
É assim que muita gente chega ao consultório: com a sentença pronta. "Eu deveria ter dado conta. Como deixei isso acontecer?"
a pergunta que muda a régua
Quando alguém se cobra desse jeito, eu costumo devolver uma pergunta: e se fosse essa situação com a sua amiga, o que você diria?
A resposta quase nunca demora. "Eu diria que ela estava exausta. Que fez o que dava para fazer."
Aí a régua muda. Com quem a gente gosta, somos flexíveis, enxergamos contexto, cansaço, outras possibilidades. Com a gente, a régua não dobra.
a rigidez que dá para trabalhar
Essa diferença aparece em todo lugar: no trabalho, em casa, na maternidade, nas relações. A gente entende o limite do outro. O nosso, não.
A gente pode envergar e voltar.
É essa rigidez que eu gosto de trabalhar na terapia. Não para deixar de ter critério, mas para que o critério caiba numa pessoa real, que erra, pede desculpa e segue.
uma experiência para os próximos dias
Da próxima vez que a voz de dentro vier com o veredito pronto, pare um instante e pergunte: o que eu diria se fosse com ela?
Talvez você também mereça a gentileza que oferece a quem ama.

