ansiedade
dar nome ao que a gente sente
Tem sentimento que a gente prefere não nomear. A psicóloga Vanessa Alves conta uma experiência pessoal e explica por que nomear é o começo da saída.
Vanessa AlvesCRP 06/135074 · 15 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

Tem sentimento que a gente prefere não nomear. Tristeza, raiva, medo, ódio, pavor.
Não porque ele não exista. Porque não é confortável. E o que incomoda, a gente deixa sem nome.
uma coisa que eu aprendi sentindo
Alguns anos atrás, eu fui assaltada. E experimentei uma coisa que nunca tinha sentido na vida: ódio.
Tanto que fiquei cega. Saí correndo atrás dele, com o meu marido me segurando. Era um negócio avassalador.
Foi muito difícil assumir. Eu sou legal. Eu sou empática. Eu sou psicóloga. Como eu posso sentir ódio?
não é bonito, mas é meu
O sentimento não deixa de existir porque eu não gosto dele.
Ele só fica sem nome. E, sem nome, fica preso.
nomear é o primeiro jeito de pôr para fora
Dizer em voz alta, escrever, levar para a terapia. O que ganha nome começa a ter saída.
E você, o que está sentindo e ainda não deu nome?

